Humidade ascensional
A água do solo sobe pelas paredes por capilaridade. Sinais típicos: mancha na base da parede até uma certa altura, sais brancos (eflorescências), reboco a desfazer-se junto ao chão. É muito comum em casas térreas antigas, sobretudo em terrenos húmidos como os da lezíria do Tejo.
Soluções habituais: melhorar a drenagem junto às fundações, retirar rebocos de cimento que prendem a água, usar rebocos que deixam a parede secar e, em alguns casos, barreiras químicas ou ventilação da base das paredes.
Condensação
O vapor de água do interior condensa em superfícies frias: cantos de tetos, atrás de roupeiros, em paredes viradas a norte. Aparece bolor preto, mais no inverno. As causas são falta de ventilação e pontes térmicas.
Soluções habituais: ventilação (extração em cozinhas e casas de banho, entradas de ar), isolamento térmico e evitar secar roupa dentro de casa sem ventilação.
Infiltração
A água entra de fora: cobertura, caleiras, fissuras na fachada, remates de janelas. As manchas aparecem ou pioram depois de chover e nem sempre estão perto do ponto de entrada.
Solução: encontrar e reparar a entrada de água antes de qualquer acabamento interior.
Porque é que pintar não resolve
Tinta anti-humidade sobre uma parede com humidade ascensional costuma empolar em poucos meses, porque a água continua a chegar. O diagnóstico vem primeiro.
Informação geral, não substitui aconselhamento técnico, jurídico ou fiscal para o seu caso.